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Ambrose Akinmusire

18 anos

Venda em andamento

Descrição:

Filho de pai nigeriano e mãe americana, Ambrose Akinmusire é hoje um dos trompetistas mais inovadores do jazz. Ainda adolescente, ele escolheu o trompete porque lhe pareceu um instrumento fácil de tocar, já que tinha apenas três válvulas para manejar. Acabou fazendo a escolha certa, como demonstra sua trajetória. Akinmusire nasceu e foi criado em Okland, na Califórnia. Com os pais religiosos, foi na igreja que aprendeu a tocar o piano, primeiro, e depois o trompete. Ele conta que os sons religiosos o marcaram tanto que até hoje formam a trilha sonora de seus pensamentos quando se lembra da infância.
Depois do gospel, sua adolescência foi marcada pela black music, com muito funk e muito hip hop, além da música nigeriana. Lembra que a cada domingo sua mãe tocava os discos de Aretha Franklin quando voltavam da igreja. E com seu pai ouviam King Sunny Ade e Fela Kuti. Ambrose Akinmusire tinha 17 anos quando foi descoberto pelo saxofonista Steve Coleman. O garoto integrava a Berkeley High School Jazz Ensemble, quando Coleman foi ministrar uma oficina de música em sua escola. Durante uns exercícios de chaves rítmicas, o desempenho de Akinmusire chamou a atenção do saxofonista. No final da aula, Coleman disse ao jovem que aparecesse em sua casa na outra semana, porque eles formariam uma banda.

Akinmusire foi contratado para o grupo Five Elements, que excursionou pela Europa com Steve Coleman, no verão seguinte. Logo depois, o trompetista passou a integrar a Next Generation Jazz Orchestra, do Festival de Jazz de Monterey, quando sua carreira deslanchou. O músico mudou-se para Nova York e foi estudar na Manhattan School of Music. Depois voltou para a Costa Oeste e obteve o grau de Mestre pela Universidade de Southern Califórnia. Integrou-se, em seguida ao programa de jazz do Instituto Thelonious Monk, em Los Angeles.

Para Ambrose Akinmusire, não houve um momento especial em que o jazz entrou em sua vida. Esse gênero não era uma coisa separada do gospel, do funk ou do hip hop. A seu ver, quando tocava jazz, ele não estava fazendo nada mais do que tocar a mesma música negra que ouvia desde criança. A única diferença é que essa era apenas instrumental. Akinmusire acredita que o jazz está evoluindo de maneira muito positiva neste momento. Os músicos estão apagando as fronteiras entre os gêneros. Já não é possível, segundo explica, determinar o que é e o que não é jazz e o que é hip hop, ou música clássica. Estão todos os gêneros misturados e integrados, como nos trabalhos de Kamasi Washington ou de Kendrick Lamar, com quem o trompetista colabora.

Ele também tem uma formulação bastante libertária em relação ao improviso no jazz. Akinmusire acredita que, a partir de um determinado nível, as possibilidades de improvisação passam a ser ilimitadas. “Você não está tentando tocar somente as notas “certas”, você está considerando as notas “certas” e, também, as notas “erradas”. Dessa maneira, a linguagem musical avança em direções absolutamente inesperadas, abrindo caminho para amplas experimentações.

Ambrose Akinmusire ressalta que sua música, apesar de iniciada na igreja, é muito mais que um experiência religiosa porém, é sua maneira de lidar com o invisível, a linguagem do espírito. A espiritualidade e a poesia estão presentes em toda sua obra, passando pelos títulos de seus álbums. Seu primeiro disco para o selo Blue Note, em 2011, chamou-se When The Heart Emerges Glistening, que, em tradução livre seria Quando o Coração Surge Resplandecente. O álbum de 2014 tem por título The Imagined Savior is Far Easier to Paint, que seria: O Salvador Imaginado é muito mais fácil de pintar. E hoje está sendo lançado seu o álbum duplo, gravado ao vivo no Village Vanguard, de Nova York, A Rift In Decorum.

Sessões:

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