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A TROPA

14 anos

Venda encerrada

Descrição:

Um pai doente recebe a visita dos quatros filhos no hospital. O que seria apenas um encontro em função de um parente debilitado se revela um acerto de contasfamiliar, permeado de humor e afeto, tendo como pano de fundo os últimos 50 anos de História brasileira, dos tempos da ditadura militar à Operação Lavo Jato.

Esta é a trama da peça A Tropa, estrelada por Otavio Augusto e dirigida por Cesar Augusto, que cumpre nova temporada no Rio, depois de passar por oito cidades do Brasil nos últimos dois anos e meio e arrebatar mais de 10 mil espectadores. A temporada será no Teatro Solar de Botafogo, de 21 de setembro a 15 de outubro, às sextas e sábados às 21h e domingos e segundas às 20h.

A nova temporada no Rio celebra o lançamento em livro do texto de “A Tropa”, do autor Gustavo Pinheiro, na Coleção Dramaturgia (Editora Cobogó) e marca as comemorações pelos 50 anos de carreira no teatro de Otavio Augusto. Em cinco décadas, o ator trabalhou em dezenas de filmes, novelas, minisséries e clássicos dos palcos nacionais, como “A ópera do Malandro”, “Galileu Galilei” e “O rei da vela”, no Teatro Oficina.

Longe do teatro desde 2009, Otavio Augusto ficou entusiasmado com a ideia de voltar aos palcos após ler A Tropa. Ele recebeu o texto do autor com um convite para protagonizar a montagem no papel de um ex-militar, viúvo e pai de quatro filhos. Um homem autoritário que, no leito de hospital, vê as relações veladas da família serem descortinadas. 

Os filhos são interpretados por Alexandre Menezes, Daniel Marano, Edu Fernandes e Rafael Morpanini. O embate familiar evidencia a trajetória de cada um: Humberto é um dentista militar aposentado que mora com o pai; João Batista é o caçula, jovem usuário de drogas com passagens por clínicas de reabilitação; Artur é um empresário casado, pai de duas filhas, que trabalha numa empreiteira que está sob investigação por corrupção; e Ernesto é um jornalista que acaba de pedir demissão de um jornal e está em crise com a profissão. A premissa é transposta para o quarto de hospital onde os personagens estão confinados, no qual são expostas outras enfermidades – ideológicas, sociais e familiares.

Embora tenha sido escrito em 2015, o texto já vinha, de certa forma, sendo maturado desde 2014, a partir das observações do dramaturgo sobre as últimas eleições presidenciais no país. “Fiquei impressionado com a capacidade do debate político, nas redes sociais ou fora delas, abalar amizades. Qual o lugar da tolerância na nossa sociedade hoje? E como exercitar a tolerância e a diferença em família, o núcleo mais estreito de convívio, regido pelo afeto? Esse foi o ponto de largada para A Tropa. E é curioso como o texto só fica cada vez mais atual. A cada novo lance na política brasileira – e foram muitos nos últimos meses! – o texto fica ainda mais renovado no palco”, explica o autor.

Criado por Bia Junqueira, o cenário apresenta um quarto de hospital com alguns poucos objetos que foram levados pelos filhos – de pertences do pai a presentes. Osfigurinos de Ticiana Passos são contemporâneos e ressaltam as particularidades de cada um.

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